Escolhi mais este poema do nosso poeta, Léo ( Leopoldo), porque diz respeito a todos nós e certamente todos gostarão de ler !
Espero que gostem:
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VIAGEI PARA O PASSADO ( OS NOMES SÃO FICTÍCIOS)
Para o BAIRRO DA ENCARNAÇÃO.
Num MIÚDO transformado. (COM OUTRA FISIONOMIA)
Com calças e blusão.
Apareceu-me o Calado
Eu disse bom dia MEU!
Ele olhou para mim espantado
E disse com desagrado
Eu não me chamo MEU!
Vai gozar para outro lado!!!
Olha a minha ignorância.
Devia chamar-lhe Pá.
Um nome da nossa infância.
Subi eu a ALAMEDA
E apareceu-me a Teresinha
Eu disse bom dia, Chavala!
Ela respondeu azeda.
Olha este! sorte minha!!
A tua prima é que é CAVÁLA!!!!!
Olha a minha ignorância.
Devia chamar-lhe MIÚDA.
Um nome da nossa infância.
Depois vaguei um pouco.
Apareceu-me o Alberto.
Está tudo bem ó Bacano?
Ele respondeu me, rouco.
Bacano? tu não estás certo!
Esse nome é teu engano.
Olha a minha ignorância.
Devia chamar-lhe AMIGO.
Um nome da nossa infância.
Depois de pensar aos poucos
Cheguei a uma conclusão.
Com estes nomes do futuro.
Os MIÚDOS ficam loucos.
E no fundo tem razão.
Pois alterei o DICIONÁRIO do BAIRRO DA ENCARNAÇÃO.
Kurt Friedrich Gödel(1906 ,1978) estudando as Teorias de Einstein sobre a Gravitação, diz que podem existir lugares no Universo nos quais o campo gravitacional é tão intenso que pode permitir uma Viagem ao Passado"""""""
Para o BAIRRO DA ENCARNAÇÃO.
Num MIÚDO transformado. (COM OUTRA FISIONOMIA)
Com calças e blusão.
Apareceu-me o Calado
Eu disse bom dia MEU!
Ele olhou para mim espantado
E disse com desagrado
Eu não me chamo MEU!
Vai gozar para outro lado!!!
Olha a minha ignorância.
Devia chamar-lhe Pá.
Um nome da nossa infância.
Subi eu a ALAMEDA
E apareceu-me a Teresinha
Eu disse bom dia, Chavala!
Ela respondeu azeda.
Olha este! sorte minha!!
A tua prima é que é CAVÁLA!!!!!
Olha a minha ignorância.
Devia chamar-lhe MIÚDA.
Um nome da nossa infância.
Depois vaguei um pouco.
Apareceu-me o Alberto.
Está tudo bem ó Bacano?
Ele respondeu me, rouco.
Bacano? tu não estás certo!
Esse nome é teu engano.
Olha a minha ignorância.
Devia chamar-lhe AMIGO.
Um nome da nossa infância.
Depois de pensar aos poucos
Cheguei a uma conclusão.
Com estes nomes do futuro.
Os MIÚDOS ficam loucos.
E no fundo tem razão.
Pois alterei o DICIONÁRIO do BAIRRO DA ENCARNAÇÃO.
Kurt Friedrich Gödel(1906 ,1978) estudando as Teorias de Einstein sobre a Gravitação, diz que podem existir lugares no Universo nos quais o campo gravitacional é tão intenso que pode permitir uma Viagem ao Passado"""""""
hhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Geralmente UM POEMA, é qualquer coisa que mete respeito ! UMA CANÇÃO, geralmente transmite uma atmosfera mais descontraída e por vezes com toques de alegria !
Por exemplo "Oh Mariazinha deixa cheirar teu bacalhau" ........é poema ou canção ???até pode ser ambas.....mas.....!!!


Por sua vez,
"O Mundo pula e avança como bola de cristal nas mãos de uma criança". Ora aqui está....não há duvida....é um belo poema e uma extraordinária canção! Mas como todos os poemas podem ser cantados, ou ditos......isso agora não interessa nada esta discussão.
Então passemos adiante:
Já sabemos que este blogue tem o seu próprio ADN, com recordações daqueles que foram os miúdos do Bairro da Encarnação nos anos 50/60.
Acho que este trabalho, do Leopoldo justifica inteiramente fazer parte do Blogue, pois ele reflete bem, muito daquilo que foi a nossa juventude. Parabéns Leopoldo. Obrigado Leopoldo !
AOS MIÚDOS E MIÚDAS DO BAIRRO DA ENCARNAÇÃO.
Quando éramos pequeninos
Voávamos pelos caminhos.
De fisga bem agarrada.
Coitados dos passarinhos....
Iam todos de abalada.
Quando éramos pequeninos

Voávamos pelos caminhos.
De fisga bem agarrada.
Coitados dos passarinhos....
Iam todos de abalada.
Quando éramos pequeninos
Corríamos pelos outeiros.
Saltávamos pelos ribeiros.
Ia tudo a pente fino.
Quando éramos pequeninos.
Subíamos ás silvas trepávamos.
E logo nos arranhávamos.
Eram muitos desatinos.
Quando éramos pequeninos.
Chorávamos. ríamos, cantávamos.
As coisas simples amávamos.
Quando éramos pequeninos.
Quando éramos pequeninos
Sempre unidos pelo coração.
Não fôssemos nós uns MENINOS (E MENINAS)
DO BAIRRO DA ENCARNAÇÃO.

DEDICADO AOS MIÚDOS E MIÚDAS DO BAIRRO DA ENCARNAÇÃO.
COM SAUDADES
Corríamos pelos outeiros.
Saltávamos pelos ribeiros.
Ia tudo a pente fino.
Quando éramos pequeninos.
Subíamos ás silvas trepávamos.
E logo nos arranhávamos.
Eram muitos desatinos.
Quando éramos pequeninos.
Chorávamos. ríamos, cantávamos.
As coisas simples amávamos.
Quando éramos pequeninos.
Quando éramos pequeninos
Sempre unidos pelo coração.
Não fôssemos nós uns MENINOS (E MENINAS)
DO BAIRRO DA ENCARNAÇÃO.

DEDICADO AOS MIÚDOS E MIÚDAS DO BAIRRO DA ENCARNAÇÃO.
COM SAUDADES
Assim de repente, não me lembro do Leopoldo, mas pode ser mais da idade do meu irmão.
ResponderEliminarMas que é uma ternura de poema, é!
Como Menina da Encarnação, situo-me mais na última parte do poema, deixando a primeira para os Meninos ...
De qualquer forma , aqui vai um abraço grande para o Leopoldo e para todos os Meninos e Meninas do Bairro da Encarnação.
Lindo poema. Obrigada Leopoldo. Um abraço para todas(os).
ResponderEliminarApesar de não ser menina nascida e criada no Bº da Encarnação, gostei. E gosto sempre de ler as histórias do Bairro onde habito já há 42 anos.
ResponderEliminarObrigada
Muito engraçado este poema! Obrigada a quem o escreveu e a quem o publicou!
ResponderEliminarENTRE AS VÁRIAS VERDADES CONTIDAS NO POEMA,SALIENTO UMA : - SEMPRE UNIDOS PELO CORAÇÃO.NÃO SÓ QUANDO ÉRAMOS PEQUENINOS,MAS EM ADULTOS.QUE O DIGAM OS PRESENTES EM ALMOÇOS E CONVÍVIOS,QUE SE REALIZAM DURANTE O ANO.QUASE QUE SOMOS OBRIGADOS A NASCER E A MORRER JUNTOS.
ResponderEliminarBOM POEMA,LEOPOLDO.
ABRAÇO.
FERNANDO HIPÓLITO
A trabalheira que eu tive a construir uma fisga de alta competição. A fisga era boa, o atirador desajeitado, uma galhofa para os pardais. Que saudades. Restam, como muito bem dito, os laços que nos unem.
ResponderEliminarObrigado Leopoldo
Saudades.....viva o nosso BELO BAIRRO......Camané
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