O João Cláudio em Maio de 2009 brindou-nos, com uma das mais curiosas fotografias publicadas neste Blogue a 16 daquele mês, com o título “Primeira escola de natação do bairro”. Tanto assim é que é das fotos mais visitadas.
Foi preciso de novo provocar o João Cláudio, para que ele voltasse ao baú, dar mais uma voltinha para ver o que lá encontrava.
E ....................................BINGO.
Aí estão ELES………os documentos mais importantes de uma família………………………….A prova documental de propriedade do seu lar.
O João Cláudio na altura era uma criança….Foi naquela casa que ele e o irmão receberam os valores morais de que hoje são possuidores. Ele e o irmão já não moram na casa do Bairro da Encarnação, mas a Senhora sua Mãe felizmente ainda lá reside, e com muito orgulho ainda trata do seu jardim.
Todos sabemos a importância que um “LAR” tem para qualquer família. Certamente nem tudo foi fácil.
Mas estou certo que foi com muita alegria e talvez com lágrimas de felicidade e expectativa num futuro próspero que a 14 de janeiro de 1946, O Sr. João Guimarães Marques recebeu a notificação de que lhe fora atribuída a casa 722.
E continuamos…nem tudo foi fácil A 30/01/ 46 é comunicado, que após exames médicos aprovados, O Sr. Guimarães Marques teve de levar em dinheiro a quantia de 100$00 (hoje 0,50€ ) para receber uma nota que “servirá para levantar a chave da casa” e a permissão de a poder habitar.
Alguém imagina a festa que foi naquela família?se calhar até se abriu uma garrafa de Porto e Pai e Mãe beberam um cálice do dito, e o João e irmão olhavam sem saber muito bem a importância do ato.
Hoje o meu amigo João Cláudio… (meu companheiro de instrução primária) sabe muito bem a importância daquela decisão dos seus pais.
Por curiosidade aqui vai uma plante da borboleta (mais uma),- a terceira empreitada- mas ainda na fase de construção das casas, e é curioso verificar que:
1-A construção /a habitabilidade começou no Bairro Sul.
2-Todas as casas tinham um número sequencial.
Por ultimo o documento pelo qual esta família esperou 20 anos. Foram 240 meses a pagar 290$00/mês,
Neste dia, de Janeiro de 66, voltou haver festa rija, mas agora foram os Filhos já homenzinhos, o João e o Irmão, que abriram uma (se calhar duas) garrafas de Champagne.
O que se passou na casa 722, foi certamente o que se passou em todas as outras, com mais Porto, ou menos Porto, mais Champagne, ou menos, mas em todas elas houve um dever cumprido.
Caro amigo Vasco Eu não conseguiria descrever melhor a história associada aos documentos que te facultei. O meu obrigado. Gostava de acrescentar que em 1946, tinha eu menos de um ano de idade quando fui viver com os meus pais para o Bairro. O meu irmão, cerca de quatro anos mais novo, nasceu num dos quartos do primeiro andar em 1949 ! Esse sim é um verdadeiro nascido e criado no Bairro. Até veio a casar com uma moça da antiga Rua Z (actual rua 23), onde passou a habitar durante uns dez anos! Um grande abraço João Cláudio GM
Caro amigo Vasco
ResponderEliminarEu não conseguiria descrever melhor a história associada aos documentos que te facultei. O meu obrigado.
Gostava de acrescentar que em 1946, tinha eu menos de um ano de idade quando fui viver com os meus pais para o Bairro. O meu irmão, cerca de quatro anos mais novo, nasceu num dos quartos do primeiro andar em 1949 ! Esse sim é um verdadeiro nascido e criado no Bairro. Até veio a casar com uma moça da antiga Rua Z (actual rua 23), onde passou a habitar durante uns dez anos!
Um grande abraço
João Cláudio GM
Agradeço a devida correcção, para repor a verdade ao texto.
ResponderEliminarum abraço